nas noites escuras e desabitadas
a luz é um farol
por vezes
a luminescência é um monólogo interior
e o que diz resvala num duelo entre ulos e ameaças veladas
o que eventualmente se propaga para o exterior
é um fogo fátuo condenado a ser detalhe
porque o mistério está no andar adormecido lá no alto
onde
quem sabe
o artista queima as madrugadas em claro
esboça em telas por nascer traços inomináveis
ou então
dorme com teimosia até que a manhã nasça
não sabemos
e essa ignorância vai carregando um questionamento
que como se sabe
é um equídeo incansável que trota até não haver mais planície
no fim
como no início
resta uma insistência
uma cisma em ordenar um caos e um destino
seja ele qual for
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