pela pele tatuada em quartos sem luz
cujos desenhos somente se revelam quando há luar
e indo
ergue-se a fachada de um anseio
daqueles movidos pela fé
em lugares onde a terra húmida é fértil em silêncios
e as gentes esperam dela alimento e o repouso eventual no fim de tudo isto
os versos
esses
esvoaçam pelo céu indiferente
esfumando-se na cinza etérea do firmamento
diluindo-se no manto leitoso de uma só nuvem que cobre toda a cúpula acima do horizonte
a contemplação é uma disciplina obrigatória por estes lados
é um compromisso com a existência
um costume para que a rotina não engula a vida de um trago só
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