o que os une é feito de um elemento ainda por descobrir
rege-se por outras leis
e amarra-os numa gravidade sem velocidade de escape possível
condenados a rondar
quer o mundo quer o tempo
desprezam-se a espaços e buscam-se nos entretantos
e nessa hesitação permanente
cortam o medo e a coragem por igual
seja a vertigem ou a ânsia a comandar os seus atos
ambos reconhecem que existe um observador
para ele reservam olhares cúmplices e de reconhecimento
sabem bem
que para alguém se demorar a vê-los
com certeza também é cativo de uma sina
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