era uma estrada e uns quantos sinais
um caminho para o tempo não passar
um lugar exige um peso que o prenda ao chão
um alicerce qualquer que sustenha uma carga
um espaço para que haja história
para que coisas possam acontecer
ali
a luz e as sombras tinham um outro pacto
falavam uma outra língua
e o que parecia ser sítio
era etéreo e onírico
era uma dúvida e uma curiosidade
uma ilha
insular por dentro da alma
à deriva
onde quase sempre a terra era negra
e doutras vezes verde até doerem os olhos
o céu era branco até se confundir com a página de um caderno
ou tão azul que tudo parecia despenhar-se por ele adentro
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