pelos versos que escrevo desde sempre

é sempre assim
no limite da noite
naquele momento que passa a instante
no lugar ligeiramente ébrio das coisas
é aí que aqui chego

e chego inteiro e nu
despido de tudo e cheio de nadas

atabalhoado no explicar do que sinto
mas sobretudo do que quero dizer

mas não quero dizer nada
sinto somente
comungo

e para ser sincero
tudo isto resume-se a uma coisa

sinto a tua falta hoje
porque estás em Paris

fico-me pelo teu cheiro na almofada
e pelos versos que escrevo

pelos versos que escrevo desde sempre

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